domingo, 18 de abril de 2021

É o Templo Aberto Essencial?

 


NOSSA ADORAÇÃO E NOSSO SERVIÇO A DEUS DEVEM REALIZAR-SE EM ESPÍRITO

O verdadeiro Deus não está mais sozinho no céu. Ele entrou em nosso espírito. Qualquer coisa à parte de Deus é um ídolo. Portanto, o versículo 21 de 1 João 5. 13-21 diz: "Guardai-vos dos ídolos." Nunca devemos pensar que os ídolos se limitam a objetos que estão dentro dos templos. Nosso zelo natural pelo Senhor é um ídolo que substitui o Deus verdadeiro. Nossa escolha natural de hinos, nosso serviço natural e a falta de exercício de nosso espírito são ídolos. Somente o que vem de nosso espírito regenerado é o verdadeiro Deus.

  Muitos anos atrás, eu não entendia por que 1 João 5:21 de repente diz: "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos." Essas palavras pareciam um pensamento desconectado. Mais tarde, entendi que tudo o que não é feito em nosso espírito regenerado é um ídolo. O apóstolo João nos exortou a fugir dos ídolos, ou seja, fugir de tudo que não vem do nosso espírito. É bom que queiramos ser mansos, amplos, humildes e longânimes, mas essas virtudes se originam em nosso espírito regenerado? Se elas se originam em nosso espírito regenerado, eles vêm do Deus verdadeiro; se não, elas são ídolos.

  Deus quer se forjar em nós para ser nossa vida e quer viver em unidade conosco em nosso espírito. Ele não quer que façamos coisas para Ele, e nem está interessado em outras coisas. Ele está interessado apenas em vivermos em união com Ele em nosso espírito. Precisamos ver e permitir que essa visão nos controle. Nossa oração, o que dizemos, nosso testemunho e nossa leitura da Bíblia devem proceder dessa visão, a fim de proclamar o que Deus vê, como Deus vê e o que Ele deseja nos mostrar. Se realmente tivermos essa visão, saberemos o que vem de nosso zelo natural e se nossa adoração, nosso canto e nossas orações são rotineiros.

Os judeus construíram o templo em Jerusalém de acordo com as instruções de Deus. Em frente ao templo havia um altar. Os sacerdotes usavam vestes sacerdotais e serviam de acordo com as Escrituras. Eles ofereciam sacrifícios no altar e entravam no Santo Lugar para queimar o incenso e acender as lâmpadas. Sua adoração a Deus era ortodoxa, mas Deus veio para estar entre os homens. Ele nasceu em uma manjedoura, viajou para o Egito e voltou para Nazaré (Lc. 2.16; Mt. 2.13-15, 19-23). Depois de estar escondido por trinta anos, Ele começou a ministrar na Judéia. Ele até reclinou-se à mesa na casa de Simão, o leproso, em Betânia, junto com Marta, Maria e Lázaro (Jo. 12.1-3; Mc. 14.3; Mt. 26.6-7).

Embora essa casa em Betânia fosse humilde, Deus estava lá com os discípulos. Embora os sacerdotes judeus estivessem no templo oferecendo sacrifícios, adorando a Deus, acendendo as lâmpadas e queimando o incenso em suas vestes sacerdotais, de acordo com as Escrituras, Deus não estava lá. Se tivermos o devido discernimento, veremos que o verdadeiro Deus, a vida eterna, estava naquela casa humilde, enquanto havia "ídolos" no templo (1 Jo. 5.19-21). Naquela época, até mesmo o templo, os sacerdotes em suas vestes sacerdotais, os sacrifícios, a queima de incenso e o acendimento das lâmpadas estavam sob o poder do maligno.

  Não devemos nos preocupar com o fato de o Senhor Jesus estar em uma "casa humilde", mas precisamos considerar se estamos servindo religiosamente no "templo". Podemos pensar que adoramos a Deus, mas não percebemos que estamos realmente sob a autoridade das trevas e adoramos ídolos. O verdadeiro Deus, a vida eterna, está em nosso espírito. Precisamos sentar a Seus pés e ter comunhão íntima com Ele em nosso espírito. Deus não estava na adoração rotineira do templo. As coisas relacionados ao templo, incluindo os sacerdotes em suas vestes sacerdotais e a rotina de queimar o incenso e acender as lâmpadas haviam caído nas mãos de Satanás; elas se tornaram "ídolos". Portanto, o apóstolo João disse: “Cuidado com os ídolos”. Quando alcançarmos a visão de Deus, entenderemos que o Judaísmo se degradou. As sinagogas judaicas originalmente serviam ao propósito de adorar a Deus, mas Apocalipse 2: 9 diz: "Aqueles que se dizem judeus, e não são, mas sinagoga de Satanás." Não apenas o Judaísmo se degradou, mas até o Catolicismo e o Protestantismo se degradaram. Portanto, devemos ter cuidado para não nos tornar uma "sinagoga de Satanás".

O uso do templo não deve ser considerado essencial para a vida cristã, mas apenas mais uma forma de reunir a Igreja, especialmente quando nos unimos para reuni-la localmente em um só lugar para grandes celebrações e eventos genuinamente apostólicos, como sugere 1 Cor. 14. 23-25.

O dinheiro gasto em templos, é uma ofensa para tantos pobres necessitados de um telhado, sua própria terra, um lar, e nenhuma “obra social” da Igreja pode substituir o verdadeiro igrejar novotestamentario, em que a Igreja era popular, visível, minando todos os espaços, e em todas as casas dos irmãos, ao ponto de se tornar uma ameaça para a idolatria diabólica do Cesar. Cuando além de não oferecermos a oposição do Estado, ainda nos unimos a ele, sinal que nos convertemos em absoluto em Sinagogas de Satanás.

A Igreja deveria ter só um templo maior por cidades ou localidades, e quando os santos não entrarem todos ali, irem para outro templo de outras confissões de fé, ou para um estádio ou mesmo para a rua, mas, templos são ofensas agressivas à miséria sistémica, e pernas da Igreja engessadas para “ser” apenas entre quatro paredes. O pão que Jesus partiu, não foi no templo, senão no cenáculo, um salão ou lugar privativo de um grupo de pertencimento, aconchegante e familiar. Nenhuma pessoa, por mui convertida que esteja, se sente feliz à Mesa do Senhor num palácio por uns momentos, voltando para suas favelas. Isto não compactua com Jesus. É religião. É "confissão de parte" de quem enfrentam à Igreja pelas casas.

Tito Berry

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