terça-feira, 20 de abril de 2021

Ideia de quem foi o Matrimonio e a Família?

 

Será bem provável que a maioria responda que foi ideia de Deus, mas seria esta uma declaração muito superficial, que não nos motive ao esplendor da descoberta, muito mais que nos focando na criação dos humanos.

Por que? Porque a resposta mais específica devia ser que quem teve a ideia do Matrimonio e da Família foi O FILHO, na Trindade de Deus. Os jovens sempre acostumam ter ideias inovadoras e até visionárias.

Tudo começou na eternidade passada, quando os três da Deidade se reuniram e conferenciaram sobre três assuntos, em três ocasiões diferentes: 1) Para criar o humano; 2) Para redimir ao humano que ainda não fora criado, mas que na Sua presciência sabia Deus que cairia no pecado e se separaria dele, e 3) Para formar com os redimidos uma Esposa, a Igreja.    

Na criação do humano o Filho, personificado como A Sabedoria em Provérbios 8 e como A Palavra, o Verbo, em Juan 1, dançou como um pião [30-31 aqui “regozijar-se” significa bailar como um pião, como em Lucas 10. 21] quando o Pai criava a humanidade, porque o Pai começava assim a cumprir sua declaração nas conferencias, que Ele queria TUDO para o Filho.

Quando Ele pôs rosto firme no seu último tramo de caminhar para a morte que viera a cumprir, sabia que esse era o preço de poder adquirir uma esposa para Si [Ef. 5. 25; 1 Pd. 2. 9].

Quando declarou a Pedro sua intenção secreta, a respeito dessa Esposa que Ele queria, a chamou “igreja”, assembleia dos chamados para fora, para começar a revelar que não fazia bem tão somente por ter compaixão e amor pelos que sofrem, senão como uma segunda intenção [não “segundas intenções” que tem uma má conotação], que era casar e ter muitos filhos para leva-los à mesma glória dele [Jo 17. 22-24; Hb. 2. 10].

Uma vez salvos, ELE [o Filho] nos fez família de Deus [Ef. 2. 19] porém, essa família se vincula também com o Pai [3. 15], e com o Espírito [16]. Olha só quão completa perfeita e gloriosa é a família de Jesus; não é apenas indivíduos que fazem a vontade do Pai de TUDO PARA O FILHO [Mt. 12. 50], senão Filhos incluídos no Amado Jesus [Ef. 1. 6].

Finalmente, Deus inspirou a Paulo a declarar que não haverá matrimonio saudável, em tanto e em quanto não houver uma Igreja em saudável COMUNHÃO com o Seu Esposo Jesus [Ef. 5. 21-33], nem família humana saudável. Fazer Igreja é ensinar aos homens e às mulheres a ser matrimonio e família.  Nada que não aponte a TUDO PARA JESUS, é digno de nos ocupar, porque nem eterno será. A final, a patente do invento é de Jesus, não de homens querendo ser donos e de mulheres buscando um lar.

Tito Berry   

 

Isaías 55. 11

Muito se fala hoje sobre “verdades”, “intolerância”, e “ditadura de ideias”. Deus falou a Isaías que na forma transversal e horizontal existem imaginariamente dois caminhos: o Caminho dos pensamentos de Deus, e mais embaixo, o Caminho dos pensamentos humanos.

O que esteja embaixo pode significar sujeição, dependência, ou inferioridade, mas, fundamentalmente significa outra essência, já que são caminhos que não se encontram, e nem desembocam juntos ao final.

1ª Jo. 1. 1-4 nos descreve que a comunhão ÚNICA e verdadeira dentre os cristãos é no Espírito Santo, com o Pai e com o Filho. Quem se chame “cristão” mas que NÃO VIU à Vida Eterna, não nasceu de novo, e consequentemente, não tem nem minimamente a possibilidade de ter comunhão espiritual. Os apóstolos passaram por um processo complexo, mas simplificadamente João diz “basta que vocês VEJAM à Vida. A Vida eterna tem carne e ossos, e a podemos tocar, abraçar, e em um só espírito nos unir a Deus.

O Texto do título nos mostra Deus, como ilustra a foto como batendo na mesa e declarando “assim será minha palavra que sai de minha boca; não voltará a mim vazia, senão que fará o que eu quero, e será prosperada naquilo para o que a enviei”.

Todos os salvos em Jesus Cristo não deixam de transitar o caminho humano a vida toda. Mas, cada dia os que mantêm uma genuína comunhão espiritual, sobem um pouco mais ao caminho de Deus, e avançam nele cada vez mais para perto de seu final. Para fazer um negócio, nossa comunhão espiritual não necessita da travessa horizontal com os humanos para saber qual é o caminho de Deus no assunto. Basta-lhe estar caminhando nele, na travessa vertical, mas para o culto e as revelações, precisam de ambas dimensões.

Não há escapatória. A disputa pelas “verdades” e seus relacionados conceitos, que nos dividem, ou reconciliam e unem, pertencem aos caminhos dos homens, mas, tenha presente isto: Alma com Alma até aceita um joguinho de cintura para sobreviverem, mas, o Caminho de Deus demanda muito mais: Requer uma intensa comunhão na forma da Cruz: Vertical e Horizontal, e descobrirmos a ÚNICA VERDADE absoluta, Jesus e Seu Evangelho. O martelo sendo batido na mesa, deve nos alegrar quando já antes estávamos caminhando O Caminho, e não nos tenhamos baixado às disputas dos caminhos humanos. Só assim será realidade a UNIDADE pela qual orou Jesus. Ele é Soberano, e como tal, bate o martelo do juiz, e diz: EU QUERO ASSIM, e não tem outro jeito. Se você quiser, vai conseguir!

Tito Berry

 

domingo, 18 de abril de 2021

É o Templo Aberto Essencial?

 


NOSSA ADORAÇÃO E NOSSO SERVIÇO A DEUS DEVEM REALIZAR-SE EM ESPÍRITO

O verdadeiro Deus não está mais sozinho no céu. Ele entrou em nosso espírito. Qualquer coisa à parte de Deus é um ídolo. Portanto, o versículo 21 de 1 João 5. 13-21 diz: "Guardai-vos dos ídolos." Nunca devemos pensar que os ídolos se limitam a objetos que estão dentro dos templos. Nosso zelo natural pelo Senhor é um ídolo que substitui o Deus verdadeiro. Nossa escolha natural de hinos, nosso serviço natural e a falta de exercício de nosso espírito são ídolos. Somente o que vem de nosso espírito regenerado é o verdadeiro Deus.

  Muitos anos atrás, eu não entendia por que 1 João 5:21 de repente diz: "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos." Essas palavras pareciam um pensamento desconectado. Mais tarde, entendi que tudo o que não é feito em nosso espírito regenerado é um ídolo. O apóstolo João nos exortou a fugir dos ídolos, ou seja, fugir de tudo que não vem do nosso espírito. É bom que queiramos ser mansos, amplos, humildes e longânimes, mas essas virtudes se originam em nosso espírito regenerado? Se elas se originam em nosso espírito regenerado, eles vêm do Deus verdadeiro; se não, elas são ídolos.

  Deus quer se forjar em nós para ser nossa vida e quer viver em unidade conosco em nosso espírito. Ele não quer que façamos coisas para Ele, e nem está interessado em outras coisas. Ele está interessado apenas em vivermos em união com Ele em nosso espírito. Precisamos ver e permitir que essa visão nos controle. Nossa oração, o que dizemos, nosso testemunho e nossa leitura da Bíblia devem proceder dessa visão, a fim de proclamar o que Deus vê, como Deus vê e o que Ele deseja nos mostrar. Se realmente tivermos essa visão, saberemos o que vem de nosso zelo natural e se nossa adoração, nosso canto e nossas orações são rotineiros.

Os judeus construíram o templo em Jerusalém de acordo com as instruções de Deus. Em frente ao templo havia um altar. Os sacerdotes usavam vestes sacerdotais e serviam de acordo com as Escrituras. Eles ofereciam sacrifícios no altar e entravam no Santo Lugar para queimar o incenso e acender as lâmpadas. Sua adoração a Deus era ortodoxa, mas Deus veio para estar entre os homens. Ele nasceu em uma manjedoura, viajou para o Egito e voltou para Nazaré (Lc. 2.16; Mt. 2.13-15, 19-23). Depois de estar escondido por trinta anos, Ele começou a ministrar na Judéia. Ele até reclinou-se à mesa na casa de Simão, o leproso, em Betânia, junto com Marta, Maria e Lázaro (Jo. 12.1-3; Mc. 14.3; Mt. 26.6-7).

Embora essa casa em Betânia fosse humilde, Deus estava lá com os discípulos. Embora os sacerdotes judeus estivessem no templo oferecendo sacrifícios, adorando a Deus, acendendo as lâmpadas e queimando o incenso em suas vestes sacerdotais, de acordo com as Escrituras, Deus não estava lá. Se tivermos o devido discernimento, veremos que o verdadeiro Deus, a vida eterna, estava naquela casa humilde, enquanto havia "ídolos" no templo (1 Jo. 5.19-21). Naquela época, até mesmo o templo, os sacerdotes em suas vestes sacerdotais, os sacrifícios, a queima de incenso e o acendimento das lâmpadas estavam sob o poder do maligno.

  Não devemos nos preocupar com o fato de o Senhor Jesus estar em uma "casa humilde", mas precisamos considerar se estamos servindo religiosamente no "templo". Podemos pensar que adoramos a Deus, mas não percebemos que estamos realmente sob a autoridade das trevas e adoramos ídolos. O verdadeiro Deus, a vida eterna, está em nosso espírito. Precisamos sentar a Seus pés e ter comunhão íntima com Ele em nosso espírito. Deus não estava na adoração rotineira do templo. As coisas relacionados ao templo, incluindo os sacerdotes em suas vestes sacerdotais e a rotina de queimar o incenso e acender as lâmpadas haviam caído nas mãos de Satanás; elas se tornaram "ídolos". Portanto, o apóstolo João disse: “Cuidado com os ídolos”. Quando alcançarmos a visão de Deus, entenderemos que o Judaísmo se degradou. As sinagogas judaicas originalmente serviam ao propósito de adorar a Deus, mas Apocalipse 2: 9 diz: "Aqueles que se dizem judeus, e não são, mas sinagoga de Satanás." Não apenas o Judaísmo se degradou, mas até o Catolicismo e o Protestantismo se degradaram. Portanto, devemos ter cuidado para não nos tornar uma "sinagoga de Satanás".

O uso do templo não deve ser considerado essencial para a vida cristã, mas apenas mais uma forma de reunir a Igreja, especialmente quando nos unimos para reuni-la localmente em um só lugar para grandes celebrações e eventos genuinamente apostólicos, como sugere 1 Cor. 14. 23-25.

O dinheiro gasto em templos, é uma ofensa para tantos pobres necessitados de um telhado, sua própria terra, um lar, e nenhuma “obra social” da Igreja pode substituir o verdadeiro igrejar novotestamentario, em que a Igreja era popular, visível, minando todos os espaços, e em todas as casas dos irmãos, ao ponto de se tornar uma ameaça para a idolatria diabólica do Cesar. Cuando além de não oferecermos a oposição do Estado, ainda nos unimos a ele, sinal que nos convertemos em absoluto em Sinagogas de Satanás.

A Igreja deveria ter só um templo maior por cidades ou localidades, e quando os santos não entrarem todos ali, irem para outro templo de outras confissões de fé, ou para um estádio ou mesmo para a rua, mas, templos são ofensas agressivas à miséria sistémica, e pernas da Igreja engessadas para “ser” apenas entre quatro paredes. O pão que Jesus partiu, não foi no templo, senão no cenáculo, um salão ou lugar privativo de um grupo de pertencimento, aconchegante e familiar. Nenhuma pessoa, por mui convertida que esteja, se sente feliz à Mesa do Senhor num palácio por uns momentos, voltando para suas favelas. Isto não compactua com Jesus. É religião. É "confissão de parte" de quem enfrentam à Igreja pelas casas.

Tito Berry